PRODUÇÃO DE ABACATE É A QUE MAIS CRESCE NO BRASIL E NO MUNDO

A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) projeta que o abacate se torne uma das frutas mais comercializadas até 2030, com as exportações globais superando quatro milhões de toneladas.

Na última década, o abacate tem se destacado no setor de frutas. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) projeta que o abacate se torne uma das frutas mais comercializadas até 2030, com as exportações globais superando quatro milhões de toneladas, acima das vendas externas de manga e de abacaxi, e atrás apenas da banana.

Segundo a Faostat (2021), a produção mundial de abacate foi uma das que mais avançou no setor de frutas. Considerando-se os cinco últimos anos, a taxa de crescimento foi de 47%, com a produção passando de seis milhões de toneladas para nove milhões de toneladas.

No Brasil, a produção passou de 197 mil toneladas em 2016 para 301 mil toneladas em 2021, aumento de 53%, de acordo com o IBGE (2021). Quando se analisa a área plantada, o abacate foi a fruta que mais cresceu de 2016 para 2021, com alta de 67%.

Segundo relatório do CBI (Centro para a Promoção de Importações de Países em Desenvolvimento), a demanda pelo abacate fica superior à oferta em boa parte do ano, registrando, mais recentemente, pequenos períodos de excesso de disponibilidade.

A fruta tende a se tornar mais tradicional nos varejos da Europa, o que pode amenizar a velocidade do crescimento do consumo até uma possível estabilização. A demanda per capita do europeu aumentou 17% de 2019/20 para 2020/21, segundo a revista Fruit Trop, atingindo 1,4 kg/ano. Nos Estados Unidos, o consumo per capita chega a quase 4 kg/ano e no Canadá, a 3 kg/ano. Já os mexicanos consomem entre 6,5 e 7 kg/ano.

Relatório Agricultural Outlook 2021-2030, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), mostra que o abacate deve se tornar a segunda fruta tropical mais comercializada até 2030, atrás apenas da banana, ultrapassando o abacaxi e a manga. Entre 2010 e 2030, a produção mundial da fruta deve triplicar, impulsionada pelos avanços no Peru, Colômbia e Quênia.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Abacate, mais de 500 variedades são conhecidas no mundo, e a Embrapa as classifica em dois grandes grupos: os de clima tropical (comuns em zonas menos altas – é o caso das variedades nativas brasileiras) e os de clima subtropical (que são melhores adaptados em altitude acima de 1.500 metros, como as mexicana e guatemalense – é o caso do hass).

No Brasil, apesar de não haver estimativas oficiais, a Abacates do Brasil acredita que pouco mais de 11 mil hectares correspondem ao tropical, e quase sete mil hectares, ao hass.

Ainda assim, outras variedades são cultivadas do País, sendo as principais: hass, breda, fortuna, geada, margarida, ouro verde e quintal, o que permite que o País produza a fruta o ano todo, com a entressafra de uma variedade sendo complementada pelo início de outra.

Dados publicados pela OCDE/FAO indicam que as exportações mundiais de abacate devem superar 4 milhões de toneladas em 2030, contra 3,1 milhões de toneladas em 2021. Os Estados Unidos e a União Europeia devem continuar sendo os principais importadores, responsáveis por 40% e 31%, respectivamente, das compras globais em 2030.

As importações também estão aumentando rapidamente em outros países, como na China e alguns do Oriente Médio, evidenciando uma descentralização dos mercados. Boa parte da produção deve se manter na América Latina e Caribe, tendo em vista as condições favoráveis de plantio.

FONTE: HORTIFRUTI BRASIL